Branda da Aveleira
Aldeia Turistica

  • Alojamento e Turismo rural em Melgaço
  • Casas de campo
  • Serra da Peneda-Gerês, onde a natureza é rainha.

Uma montanha de emoções

Sobre a Branda da Aveleira

A Origem

A Serra da Peneda é uma montanha de grande beleza paisagística, cuja altura ultrapassa os 1400m (1120 na zona da Branda da Aveleira).

Devido ao clima frio que, se verifica no Inverno e na Primavera, os seus cumes permanecem durante largos períodos cobertos de neve, o que determinou, durante séculos, para os seus habitantes, um particular modo de vida.

No Verão, quando os pastos ficavam escassos para os animais nas terras baixas, dada a ocupação dos prados e campos com outras culturas, os pastores e os seus rebanhos tinham que, abandonar as pastagens das zonas baixas e as habitações de Inverno (as chamadas inverneiras) e subiam para as montanhas, então já sem neve e com frescas pastagens, ocupavam as residências de verão na montanha (as chamadas brandas).

Branda da Aveleira, um legado que os pastores nos deixaram

Nestes aglomerados de rudes construções de granito, erguidas no alto da montanha, os pastores passavam os dias entre Maio e Setembro, acompanhando o gado que, no alto da serra, encontrava, e encontra, pasto fresco, no clima brando, onde o ar é mais puro e onde as águas são cristalinas e leves.
Estas construções eram autênticas aldeias de Verão, também chamadas por isso, e por alguns, Verandas.

A branda é um testemunho que, pastoreando os seus rebanhos, os brandeiros, praticavam simultaneamente o cultivo do centeio, da batata e do feno. A branda é fruto de uma longa elaboração humana e manifesta uma memória coletiva, ao mesmo tempo que evidencia um saber/estar, saber/ fazer e saber/ser.

Os brandeiros podem ser considerados artistas que, moldaram os pedaços de terra nas altitudes, conseguindo meios para a sua economia.

Para além da cultura da batata, do centeio e do feno, muitos brandeiros dedicam-se à apicultura, de onde se extrai mel de ótima qualidade. Encontramos homens de cajado firme possuidores de éguas, vacas e vitelos, contando "estórias" em que, "o lobo matou uma cria e o dono não topou o lobo nem a cria". Pois o lobo não espera...

O Projeto

Atualmente e com o intuito de preservar a riqueza cultural existente na Branda da Aveleira, vários proprietários recuperam as cardenhas e adaptando-as para serem utilizadas pelos turistas que apreciam o silêncio da montanha, os valores significativos do património natural e cultural, dando assim descanso ao corpo e paz ao espírito.

Possuindo ótimas condições para o turismo, a branda responde a grupos que privilegiam o contacto com a flora e a fauna, ao mesmo tempo que descobrem, com surpresa, caminhos íntimos da cultura. O gado cavalar, bovino e caprino enriquecem esta paisagem cultural serrana.

E no vale formado pelas duas encostas, onde se implantaram as casas, encontramos o rio Aveleira, cujos seus sons se misturam com os ruídos do gado e dos garramos espalhados pelas suas margens.

As construções em ruína, os centenários castanheiros, os muros de granito, transmitem o tempo que por aqui já passou.

A Branda da Aveleira devido à sua localização proporciona aos seus visitantes variadas possibilidades para que, desfrutem de uma magnífica estadia, seja para férias, fim de semana ou de passagem.

No espaço geo-cultural do Alto Minho, lá para os lados de Santo António de Vale de Poldros e Aveleira, traçam rotas muitos caminheiros de olhos cheios de memória e pensamentos lavados pela aragem. Não será então de estranhar que algum se arrume ao bloco de notas para deixar, preto no branco, expressões tiradas à alma destes sítios "o monte é mais bonito... porque fica mais perto do Céu" ou uma outra "Quem é do monte volta pro monte... como o melro puxa à silvareira".

São estes também, inegavelmente, sinais muito belos da diversificada riqueza patrimonial das Brandas, espaços da montanha dotados de invulgar harmonia. É assim mesmo. Seja por definição de vocábulo (o lugar onde se passa a maior parte do tempo, especialmente no Verão, onde o ar é mais fresco), seja por ditames de alma subjugada a tais belezas. De resto, se os de lá sabem tudo isto há muito, os de cá, caminheiros atentos, tentam saber ainda a tempo.

Daí que a recomendação da UNESCO, para a Década Mundial de Desenvolvimento Cultural, defendendo "a conciliação entre as exigências da mudança e as da continuidade da vida cultural dos povos", ganhe, aqui e agora, enorme significado. E os promotores do projeto "Memória e Fronteira - conversas sobre nós" sabem-no bem.

Por isso quero desejar o maior sucesso a esta jornada cultural, iniciativa do Instituto Católico e Centro de Estudos Regionais de Viana cio Castelo, com o apoio das Câmaras Municipais de Melgaço e Monção, Juntas de Freguesia da Gave e de Riba de Mouro e respetivas paróquias.

Com um abraço e saudoso das "brandas".

Lisboa, 5 de Agosto de 1996

António Guterres
Primeiro Ministro

Testemunhos

E quem já por aqui passou, o que diz?

"João Monteiro"
Precisamente 2 anos e 4 dias após aqui ter deixado algumas impressões sobre esta Branda, que também sinto como minha, volto para mais uma vez apelar ao bom senso e à sensibilidade de quem de direito tem mais poder do que eu para decidir sobre o que é feito neste local. Mais uma vez refiro ...
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"Patrícia Ribeiro"
Passei um ótimo fim-de-semana na Casa da Bica, que é lunda!!!
Um ambiente de excelência sem dúvida,
Uma receção fantástica!!!
Tudo o que a natureza tem de melhor para nos dar...
Estou completamente encantada e espero repetir em breve.

"Paulo Gerardo Neves"
Juntamente com uns amigos passei este fim de semana na Casa da Bica com um relax total e com uma beleza surpreendente ao redor! A casa super acolhedora e com fomos recebidos com enorme simpatia com o facto de puder levar a minha cadela! Ainda desfrutamos de um belo almoço no restaurante cerca. ...
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"Jorge"
I am continuously searching online for articles that can assist me. Thx!

"MARIA DE FÁTIMA P.S.REIS"
FOI UM FIM DE SEMANA PARA REPETIR SE DEUS DEIXAR...QUE BOM TER UMA CASINHA ASSIM PARA FÉRIAS...OBRIGADA.